4 filmes que falam sobre tempo e/ou espaço


Desde que nos mudamos para o mesmo apartamento (em breve falaremos mais sobre isso!), temos aproveitado muito o tempo que temos juntos e ver filmes tem sido uma das coisas que mais fizemos nesses últimos dois meses. O ritmo diminuiu um pouco desde que as minhas aulas começaram, mas mesmo assim sempre escolhemos algo novo pra assistir nos finais de semana.

Percebemos que a maioria das nossas escolhas foram filmes que abordavam a questão do tempo e/ou espaço e isso não foi proposital. Grande parte do que assistimos mostrava o universo, ou um atronauta, ou um et, ou simplesmente bugava nossos cérebros com aquela famigerada viagem no tempo. Selecionamos nossos 4 favoritos:


Sete Minutos Depois da Meia-Noite
(A Monster Calls, 2016) | trailer
Sua mãe está com uma doença grave, seu pai não te acha tão importante, você não tem amigos e vive sendo agredido fisicamente pelos valentões do colégio. Essa é a vida de Conor, que já aos 13 anos não possui nada que o faça gostar da realidade. 

Até que uma noite, exatamente às 00:07, ele recebe a visita de um monstro-árvore-contador-de-histórias. O monstro passa a visitá-lo sempre no mesmo horário, narrando aventuras e lembrando-o que, ao fim da terceira história, o garoto lhe contaria a sua, sem omitir nada. 

É um filme que aborda os nossos medos mais profundos: a perda de pessoas que amamos, o tratamento indiferente que recebemos das pessoas ao nosso redor, a solidão e várias outras angústias que exigem de nós muito esforço e coragem para superá-las. 

Eu dei uma viajada monstra (rere), mas o Vini tentou me explicar o que ele entendeu e eu meio que entendi. Mesmo assim, eu teria que assistir novamente pra captar melhor o que acontece no final, mas não considero um filme dificílimo de compreender. Além de tudo, as imagens são muito bonitas. O Vini se encantou pelas duas primeiras histórias que o monstro narra ao menino, que são animações com efeitos que simulam aquarela. 


A Chegada
(Arrival, 2016) | trailer
Era pra ser mais um dia comum para a professora universitária especialista em linguística, Louise Banks, mas logo ao chegar na sala de aula ela repara certa inquietação nos poucos alunos que haviam comparecido. Doze países noticiaram a presença de objetos flutuantes estranhos em seus territórios e a notícia de que haviam extraterrestres na Terra se propagou rapidamente.  

Ninguém sabe a real intenção dos visitantes e a Dra Banks é convocada pelo exército norte-americano para tentar estabelecer comunicação entre os humanos e os extraterrestres. 

Uma das coisas que gostamos no filme é a forma física como os ETs são caracterizados, sem aquele clichê que remete à figura humana. [SPOILER] Outra coisa que a gente curtiu foi o fato de o filme não ser mais um ataque-alienígena-do-mal com extraterrestres vilões que querem dominar a Terra, coisa que fez a gente amar, também, o filme Train to Busan (traduzido pro Brasil, tragicamente, como Invasão Zumbi), que não foca na batalha entre os humanos e os zumbis em si, mas na humanidade que há no meio da treta toda. [/SPOILER].

Se ficou difícil de entender direito o filme anterior, esse eu precisei refletir muito mais - e confesso que ainda estou em processo de reflexão. A Chegada definitivamente não é um filme fácil pra assistir de boas antes de dormir. É preciso estar atento ao enredo inteiro, especialmente no final. É uma baita viagem, mas muito interessante - e, mais uma vez, com imagens incríveis.


Perdido em Marte
(The Martian, 2015) | trailer
Foi um dos filmes que mais gostei de ver, dentre os citados. Antes de assistir, pensei que fosse meio sem graça, mas estava completamente enganada.

Imagina se você fosse astronauta e viajasse com a sua equipe até Marte. Porém, por conta de uma tempestade violenta, vocês precisam retornar à Terra com urgência. Eis um problema: você desapareceu no meu da tempestade após ser atingido por um objeto e seus colegas, pensando que você havia morrido e sem te acharem, voltam pra Terra sem você.

Essa é a história do astronauta Mark Watney, que acorda sozinho em um planeta a mais de 200 milhões de quilômetros da Terra.

A gente gostou muito da maneira realista como foram mostradas as tentativas de sobrevivência de Mark. Até as coisas mais inusitadas pareceram coerentes para nós (não somos cientistas e nem sabemos polinômios avançados, mas mesmo expectadores leigos no assunto sentem quando o negócio tá muito viajado - vide o filme Passageiros).

Nem preciso contar a agonia que senti com essa coisa de tempo vs espaço. Cara, a ajuda que ele precisava demoraria cerca de 4 anos pra chegar até lá. Sou muito curiosa com essas temáticas que envolvem o universo e só não pego disciplina optativa sobre isso na universidade porque no primeiro x² eu já ferrava meu IA.

Isso me leva a pensar, também, no quanto esses astronautas precisam ser inteligentes em várias áreas ao mesmo tempo. Se eu fosse o protagonista, ia passar as duas horas de filme chorando nas areias de Marte, sem ao menos conseguir tirar de mim o objeto que havia me atingido.

Doutor Estranho
(Doctor Strange, 2016) | trailer
Não costumo gostar de filme de super-herói (com a raríssima exceção de Watchmen), mas o Vini insistiu pra gente assistir e eu aceitei. É um filme bem fantasioso, como eu previ, mas achei legal. 

O longa tem como protagonista um neurocirurgião renomado, dono de um ego inabalável. Após sofrer um acidente de carro, Dr Stephen Strange lesiona gravemente as mãos, seu principal instrumento de trabalho. 

Desiludido pela lenta - e improvável - recuperação, o médico conhece uma pessoa que havia encontrado a cura para seus problemas físicos em um templo chamado Kamar-Taj, situado em Katmandu (Nepal). É aí que ele resolve ir até o tal do templo e ver qual é desse negócio de cura-sem-medicina. 

Lá, o cara conhece uma monja fodona que lhe apresenta uma outra realidade, bem diferente de qualquer experiência palpável. Cético dos pés à cabeça, o médico vê-se diante de um novo universo que o sujeitará a abdicar de todo seu ceticismo em prol de algo maior, muito além da cura das suas mãos.

O Vini gostou bastante do filme, principalmente porque ele ama essas coisas de mago, magia e essas paradas de ensinamentos de templos, filosofias e derivados. Ele também não é fanático por filmes de super-herói, mas ele achou o Dr Strange muito carismático e fodão, sem contar em todo o rolê de estudar para conquistar os poderes.


***
Além desses filmes, assistimos Matrix (o primeiro) juntos. Ele já havia assistido e sempre insistiu muito pra eu ver também. Eu gostei bastante da viagem, mas tenho certo receio de assistir os próximos (geralmente quando um filme é bom e vem o II, não costuma sair coisa muito boa haha). Mas verei. 

Também tivemos uma experiência péssima assistindo ao recente filme "Passageiros", mas eu achei esse post que explica tudo o que eu gostaria de falar sobre ele. Se vocês quiserem assistir, façam isso antes de lerem o post (mas eu dúvido muito que não necessitem ler essa crítica maravilhosa depois, porque as coisas erradas nesse filme são de doer).
Comentários
1 Comentários

Um comentário:

  1. Não assisti nenhum desses filmes, estou MUITO atrasada com filmes rs

    Quero muito ver Dr. Estranho, parece que muita gente gostou. Nunca tinha ouvido falar de "Sete Minutos Depois da Meia-Noite". Parece interessante, meio estilo Tim Burton (pela capa) rs

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